Cona, coninha, foste buscar a sardinha,
na brasa te queimas, na brasa te fodes.
Papos de cona são como as sardinhas,
querem-se gordinhas e suculentas.
Lábios molhados,
lábios sedosos,
gruta desnuda,
sardinha no papo.
De cueca na risca,
não há mal para quem petisca.
No frio do oceano,
o grelo engelha,
as tetas ficam bicudas,
as ancas ficam formosas,
e as costas mais gostosas.
Não tenho amor pelo que vejo,
mas tesão pelo que sinto.
Teu néctar chora por mim,
como quem me chupa o sal no verão.
“Na viagem, como em muitas outras experiências na vida, normalmente uma vez basta” in A Arte da Viagem de Paul Theroux
