A minha casa é um misto de paixões, provocações, admirações, digamos, um corrupio de ligações onde a perfeição não existe ou tem cabimento, mas onde na sua maior parte sinto me feliz.
Só partilho a minha casa, o meu coração, com gente que gosto, não com conhecidos e muito menos pseudo-amigos, que se formos a ver andam a par e passo de mãos dadas, é um ciclo vicioso que não tem saída e amor próprio, vive somente do que consome, sem olhar a meios e fins para obter o que mais deseja e que vai contra aquilo que mais gosto e penso.
Estou a estudar uma forma de libertar, antigos vizinhos, que esquecem se de pagar a renda de quando em vez, que só se lembram das pessoas na forma distraída para que estas não se lembrem do que lhes acompanha em sua verdade, tenho que ser capaz de dar asas a quem quer voar para outras paragens, ou não fosse esta vida uma passagem de muitos inquilinos, uns bons outros menos bons.
Na minha casa à sol, por vezes chuva, um pouco de nevoeiro e até um pouco de maresia, não contando com os animais racionais e irracionais que por lá se misturam, isto no bom sentido da palavra.
Creio que brevemente, com o tempo a meu favor e ao meu gosto, deva caiar toda a casa, que recebe todos os meus verdadeiros amigos, não só porque está um pouco retro mas como também parou no tempo e para melhorar e receber novos inquilinos nada mais, nada menos do que amor próprio e amor aos molhos para que se sintam bem comigo na minha nova casa.
Nada do que escrevo é premeditado, embora o devesse fazer, contudo não seria sério e justo da minha parte pensar que alguém do qual não tenho uma relação possível/aceitável, pensasse em mim de quando em vez, assim sendo os enigmas de disponho e me embrenho servem para aqueles que não tenho muita afectividade, servindo-os apenas com pratos frios e restos do dia anterior em qualquer uma das refeições diárias a que sirvo de boa vontade em minha casa, contudo aqueles que gosto e prezo bastante comem sempre do bom e do melhor, comigo não passam fome e no fundo compreendem-me!
Devo dizer que já acreditei mais naquelas pessoas que servem apenas de passagem obrigatória nesta vida, não fossemos apenas uma brecha ou lacuna na parede que precisa de ser arranjada, antes de prosseguir para a pintura final, onde nada se note o que já foi vivido e o que não volta atrás.
A minha Casa é num lugar majestoso onde o infinito não tem fim, num lugar único e especial, onde os que me conhecem de verdade sabem onde é...
Escusam de procurar ou tentar saber, não aparece no mapa cartográfico, muito menos nas páginas amarelas/telefónicas, encontra-se onde menos esperam, está perto de vós, assim vocês a achem!